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Data: sexta-feira, 26 de setembro de 2003
Veículo: Casa Verde - Paisagismo & Design
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Casa Verde
A valorização de produtos da natureza como matéria-prima de utilitários, jóias, acessórios e objetos está em alta. Pequenos grupos se formam pelo país, trabalhando com material encontrado na porta de casa. Surge a renda de moradores de pequenas cidades. Ocupação agradável, e o desenvolvimento sustentado virando rotina. É a moda etno, que se vê hoje nas vitrines e começa a participar da pauta das exportações brasileiras. Um luxo.
Parece mágica. Colhe-se uma folha de boldo. Depois ferve-se com soda cáustica. Finalmente, dá-se um banho de ouro e tem-se uma jóia. Então, é prender numa corrente ou numa tira de couro, como pingente, ou fazer um brinco e sair por aí. Curioso o resultado, praticamente igual às legítimas filigranas de ouro.
Aconteceu com Tânia Helou. Ao pisar na festa com sua folha, conheceu a gerente de uma indústria de jóias que lhe sugeriu um negócio. Um tempo depois, surgia a empresa Filigranas do Cerrado, nova indústria de folheados a ouro. E Tânia, animada, prosseguiu, amarelando com brilho pipocas, castanhas do Pará e de caju, carrapichos, nozes. A moeda, talvez a folha mais comum do cerrado, foi eleita o carro-chefe da produção, por ser resistente e se prestar melhor ao processo de folheação. A indústria cresce amparada pela natureza e as jóias se multiplicam, com preços de R$ 35,00 a R$ 600,00 e formas para os gostos mais variados.
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